merlim

Banda

Felipe Lion - vocal
Guto Domingues - guitarra
Kike Damaceno - guitarra
Junior Gaspari - bateria

 

A gestação do que viria a ser o MERLIM começou em meados de 1997, quando Felipe Lion fazia algumas sessões de gravação no estúdio Quorum, em São Paulo. Tratava-se apenas de um registro "voz & violão" de músicas novas, cuja produção ficara a cargo do baterista e produtor Junior Gaspari – antigo parceiro de Lion no Sex-Fanzine [uma obscura banda de Art Rock do começo dos anos 90].

Mas o estúdio era muito freqüentado por músicos da cena local e, ao final das gravações, tinham se juntado a eles o baixista Zé Luiz Zambianchi [aka Bolão] e o guitarrista Jax Molina.

Juntos gravaram o primeiro EP da banda [MERLIM], lançado na casa de shows Popular [hoje, Na Mata Café] em 5 de outubro de 1998. Em sua estréia o MERLIM já contava com um quinto elemento, Guto Domingues, segundo guitarrista da banda. Pouco depois, Kike Damaceno entraria no lugar de Jax.

Seguiram-se outros EPs: Tribal, 2000; Ruas Molhadas, 2001; Sem Ar, 2002; e Se For Falar das Flores, 2003. Finalmente, em 2008, depois de 10 anos de estrada, lançam seu primeiro álbum "A Tempestade", produzido por Kiko Zambianchi.

Uma curiosidade: o MERLIM não tinha baixista nessa época. Todos os baixos do álbum foram feitos por músicos convidados - Lee Marcucci [Tutti Frutti, Radio Taxi, Gang 90, Titas], Kiko Zambianchi, Ney Haddad [PR5, Mobilis Stabilis, Caviar's Blues Band], Jax Molina.

Mesmo sem gravadora e seguindo uma política radicalmente autoral, o MERLIM manteve-se em constante atividade durante esse tempo, tocando em teatros, bares e casas noturnas de todos os tipos - dos mais bizarros inferninhos até as estreladas, como o Bourbon Street Music Club. Em 2007 fez uma série de shows para a Lee, famosa marca de jeans, que escolheu a banda para representar uma coleção inspirada no Rock'n'Roll.

O pouco contato com a mídia não impediu algumas manifestações calorosas, de respeito ao trabalho da banda. Sobre o MERLIM, Kid Vinil disse: "Não é apenas um som moderno, mas tem um sabor de anos 80, assim como uma antena no Britpop inglês e as guitars band americanas". Já Antonio Carlos Monteiro, editor da revista Rock Brigade, foi mais enfático: "Melhor do que 99% do que se ouve nesse ramo".